Ex-BBBs trocam a fama por novas carreiras: conheça as profissões que substituíram os holofotes

Armand Delvier
Por Armand Delvier 5 Min de leitura
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De consultórios a universidades, participantes que já foram manchete no Big Brother Brasil hoje seguem rotinas bem diferentes das que a televisão mostrou

Passar semanas confinado sob as câmeras de um dos maiores realities do país costuma render contratos, convites publicitários e uma legião de seguidores. Mas nem todo ex-BBB decide seguir carreira na TV depois que as luzes do estúdio se apagam. Uma parte considerável desses ex-participantes usou a exposição, e o dinheiro conquistado no programa, para investir em formações que nada têm a ver com o entretenimento. Médicos, dentistas, fotógrafos e universitários fazem parte dessa lista, e o caminho de cada um mostra que a fama do Big Brother Brasil pode ser ponto de partida para praticamente qualquer profissão.

Quando o diploma vira prioridade

Fani Pacheco ficou conhecida do público em 2007 e, nos anos seguintes, viveu do que a visibilidade proporcionou: publicidade, trabalhos como modelo e apresentações em eventos. A guinada veio em 2017, quando decidiu realizar um projeto antigo e ingressou em uma universidade particular do Rio de Janeiro para cursar Medicina, com o objetivo de atuar como psiquiatra. A escolha surpreendeu parte do público que ainda a associava apenas à passagem pelo reality, mas reforça um movimento comum entre ex-participantes: usar o capital conquistado na TV como trampolim para outra área de atuação.

Outro nome que trilhou caminho parecido foi Lucas Bissoli. Depois de aproveitar oportunidades que surgiram por conta da exposição no programa, ele retomou os estudos em uma universidade privada de Vila Velha, no Espírito Santo, dando sequência a uma formação que havia ficado em segundo plano durante o período de maior badalação. Casos como o dele mostram que a popularidade do BBB nem sempre se traduz em carreira artística, e que muitos participantes preferem usar a fama como ponte para projetos de longo prazo, e não como destino final.

Novos consultórios, novas rotinas

Fernanda Cardoso, vice-campeã da 10ª edição do reality vencida por Marcelo Dourado, é outro exemplo de reinvenção fora das câmeras. Ela aplicou o dinheiro do prêmio e dos cachês recebidos logo após a saída do programa em sua formação como cirurgiã-dentista. Hoje comanda a própria clínica no interior de São Paulo, especializada em harmonização facial, uma área que cresceu de forma significativa no país nos últimos anos e que aproveitou parte da audiência conquistada durante o reality para consolidar a clientela.

Já Thati Bione seguiu por um caminho ainda mais diversificado. Participante de destaque da 8ª edição, ela chegou ao programa ainda como estudante e professora de inglês. Depois da saída da casa, formou-se em jornalismo e em direito, mas foi a fotografia que se tornou seu principal trabalho. Especializada em books e em imagens de gastronomia, Thati desenvolveu parceria com um restaurante conhecido por batizar pratos com nomes de celebridades, área na qual acumulou boa parte de sua clientela atual.

Se por um lado há quem tenha se afastado das câmeras, outra parcela dos ex-BBBs transformou a passagem pelo reality no início de carreiras artísticas duradouras. Grazi Massafera, campeã da quinta edição, tornou-se atriz reconhecida, com passagens marcantes por novelas e até indicação ao Emmy Internacional pela atuação em “Verdades Secretas”. Sabrina Sato consolidou-se como uma das apresentadoras mais conhecidas da televisão brasileira, enquanto Juliette, campeã da edição de 2021, converteu a popularidade em contratos publicitários e em uma carreira musical ativa.

Essas trajetórias tão distintas ajudam a explicar por que o Big Brother Brasil segue sendo um fenômeno de audiência mesmo décadas após sua estreia: o programa funciona como vitrine, mas o que cada participante faz com essa visibilidade depende exclusivamente das escolhas feitas depois que as câmeras se desligam. Para uns, a Medicina, a Odontologia ou a fotografia. Para outros, a atuação, a apresentação ou a música. O denominador comum é a mesma oportunidade inicial, aproveitada de formas completamente diferentes.

Esses casos reforçam algo que o público de reality shows já percebeu ao longo de mais de duas décadas de BBB: a fama proporcionada pelo confinamento tem prazo de validade, mas as escolhas feitas com o dinheiro e a visibilidade conquistados costumam definir o rumo profissional de cada ex-participante por muitos anos.

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