O vinho do futuro: como as novas leis estão transformando a produção orgânica 

Samantha Perlanovx
By Samantha Perlanovx 5 Min Read
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Andre Luiz Veiga Lauria

Conforme observa Andre Luiz Veiga Lauria, empresário com experiência em grandes eventos, fundador e CEO da Prixan, empresa sediada em Portugal e que desde 2020, atua na importação e exportação de bebidas, nos últimos anos, a demanda por vinhos orgânicos vem crescendo significativamente, acompanhada de uma preocupação crescente com sustentabilidade e saúde. No entanto, os produtores enfrentam um cenário regulatório cada vez mais complexo, que impacta diretamente suas práticas e custos. 

Neste artigo, iremos examinar como as regulamentações governamentais afetam a produção de vinhos orgânicos e como os produtores estão se adaptando para manter a qualidade e a viabilidade econômica. 

Leia para saber mais!

Quais são as principais regulamentações para vinhos orgânicos?

A regulamentação de vinhos orgânicos varia significativamente entre países, abrangendo desde o cultivo das uvas até o processo de vinificação. Segundo o fundador da Prixan, Andre Luiz Veiga Lauria, em geral, as leis exigem que os produtores limitem o uso de produtos químicos, pesticidas e fertilizantes artificiais, substituindo-os por alternativas naturais. Todavia, essas exigências podem implicar altos custos e exigir práticas agrícolas que nem sempre são fáceis de adotar em larga escala, especialmente para produtores menores.

Os regulamentos também são responsáveis por definir os limites de aditivos permitidos e determinam práticas rigorosas de certificação, o que implica auditorias frequentes e custos adicionais. Muitos produtores orgânicos relatam dificuldades em atender a essas normas devido aos altos investimentos necessários, o que afeta diretamente o preço final do produto. Como resultado, os vinhos orgânicos podem ser menos competitivos em preço, limitando o acesso do consumidor.

Como os produtores estão se adaptando às mudanças regulatórias?

Para cumprir as regulamentações sem comprometer a qualidade, muitos produtores de vinhos orgânicos têm adotado práticas de agricultura regenerativa e tecnologias sustentáveis. Essas práticas incluem o uso de compostagem natural e de métodos biológicos para controlar pragas, o que reduz a necessidade de produtos químicos. Além disso, muitos produtores estão investindo em pesquisas para desenvolver vinhas mais resistentes a doenças, adaptando-se ao ambiente de cultivo de maneira mais sustentável.

Adicionalmente, alguns produtores têm se unido em associações para dividir os custos das certificações e das auditorias, criando uma rede de apoio. Como elucida Andre Luiz Veiga Lauria, empresário conhecido por conectar marcas de bebidas brasileiras na Europa e vice-versa, isso tem ajudado a diminuir a carga financeira individual, tornando a produção de vinhos orgânicos mais viável para vinícolas menores. Essas parcerias também incentivam o compartilhamento de conhecimento sobre práticas de cultivo sustentável, fortalecendo a comunidade de produtores orgânicos.

Como as regulamentações influenciam o mercado e os consumidores?

As regulamentações influenciam, tanto os produtores, como o mercado e a percepção dos consumidores em relação aos vinhos orgânicos. Com o aumento da demanda por produtos sustentáveis, as normas rigorosas garantem aos consumidores a autenticidade do vinho orgânico, reforçando a confiança no produto. No entanto, como aponta Andre Luiz Veiga Lauria, CEO da Prixan, o aumento nos custos de produção devido à regulamentação impacta o preço final, o que pode limitar o consumo entre os que preferem vinhos mais acessíveis.

Ademais, o processo de certificação orgânica se torna um diferencial no mercado, uma vez que as vinícolas certificadas conseguem se destacar pela qualidade e compromisso com o meio ambiente. Essa distinção é valorizada, especialmente por consumidores mais conscientes, mas ainda há uma necessidade de tornar esses produtos mais acessíveis. Assim, as regulamentações, ao mesmo tempo que protegem o consumidor, criam um desafio para os produtores que buscam expandir seu mercado.

Desafios e benefícios das regulamentações: o equilíbrio necessário para o crescimento dos vinhos orgânicos

Em suma, as regulamentações governamentais para a produção de vinhos orgânicos impõem desafios significativos, mas também trazem benefícios ao garantir a autenticidade e a sustentabilidade dos produtos. Apesar dos altos custos e das exigências de certificação, os produtores estão se adaptando com criatividade e inovação, utilizando práticas sustentáveis e formando alianças estratégicas. Com o aumento da conscientização dos consumidores, o mercado de vinhos orgânicos tende a se expandir, exigindo um equilíbrio entre regulamentação e acessibilidade.

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